Escoliose – O Que é, Sintomas, Exercícios, Tipos e Tratamento

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Escoliose – O Que é, Sintomas, Exercícios, Tipos e Tratamento

A escoliose é um problema considerado comum e estima-se que ela afeta cerca de 2% ou 3% da população, e aproximadamente 5% das crianças e adolescentes. Embora seja considerada uma condição comum, a maioria dos fatores que desencadeiam a escoliose ainda não são bem compreendidos.

Ela é caracterizada pela curvatura anormal da coluna vertebral – isso significa que se a coluna está curvada formando uma espécie de “S” ou “C”, pode ser escoliose. A boa notícia é que grande parte dos casos são considerados leves, mas para algumas pessoas a escoliose é grave e pode ser incapacitante.

Geralmente, uma condição mais severa pode diminuir o espaço dentro do tórax, atrapalhando até o funcionamento correto dos pulmões.

Se você foi diagnosticado, conhece alguém que tem escoliose ou quer entender melhor o que é, continue a leitura.

Escoliose – O que é?

A nossa coluna possui uma curva na parte superior do ombro e outra na parte inferior das costas, o que é considerado normal; porém, uma curvatura anormal na coluna também pode acontecer.

Escoliose é o nome aplicado para a curvatura lateral presente na coluna, geralmente com um formato “S” ou “C”. Ocorre comumente na infância ou na adolescência, durante o crescimento, mas pode atingir adultos também. A escoliose pode ser resultado de alguns problemas ou doenças, mas a maioria dos casos não tem uma causa definida.

Felizmente, a maior parte dos diagnósticos indica uma escoliose leve, mas algumas pessoas desenvolvem deformidades, e se forem crianças, o problema tende a ficar mais grave durante o crescimento. Uma condição severa costuma ser incapacitante, pois a curva espinhal pode diminuir drasticamente o espaço do tórax e impedir o funcionamento pleno dos pulmões, o que dificulta a respiração.

Uma curva estrutural costuma ser um problema permanente, mas a não estrutural é temporária e pode desaparecer com o tempo.

Tipos mais comuns

Escoliose idiopática é o termo usado para os casos que não têm uma causa definida, ou seja, a maioria. A condição é categorizada por faixa etária e a Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos (AANS) relata que os adolescentes são geralmente os mais afetados. Veja abaixo a divisão de idades:

  • Crianças: 0 a 3 anos;
  • Juvenil: 4 a 10 anos;
  • Adolescente: 11 a 18 anos;
  • Adulto: 18 anos ou mais.

A Escoliose Assocition do Reino Unido relacionou os principais tipos:

  • Escoliose congênita: É resultado da má formação da coluna antes do nascimento.
  • Escoliose de início precoce: Costuma aparecer entre o nascimento e 10 anos de idade.
  • Escoliose idiopática do adolescente: Ocorre quando o crescimento provoca uma curvatura e torção da coluna
  • Escoliose degenerativa: Costuma afetar adultos devido ao desgaste do sistema esquelético. Essa condição independe de já ter ou não escoliose.
  • Escoliose neuromuscular: É resultado de um problema com os músculos ou sistema nervoso.
  • Cifose de Scheuermann: Acontece quando as seções frontais das vértebras crescem mais lentamente que as seções posteriores, deixando-as menores.
  • Escoliose sindrômica: Está associada a uma série de síndromes, incluindo a síndrome de Marfan.

Causas

Algumas causas são associadas ao desenvolvimento de escoliose. Entre elas:

  • Condições neuromusculares: Elas costumam afetar os nervos e músculos, principalmente nos casos de  paralisia cerebral, poliomielite e distrofia muscular.
  • Escoliose congênita: É considerada rara e ocorre quando os ossos da coluna se desenvolveram anormalmente durante o crescimento do bebê, ainda na barriga da mãe.
  • Genes específicos:Acontece quando pelo menos um gene provoca a escoliose.
  • Comprimento da perna: É típico em pessoas que tem uma perna mais longa que a outra.
  • Escoliose sindrômica: Se desenvolve como parte de outra doença, como neurofibromatose e síndrome de Marfan.
  • Osteoporose: É um problema nos ossos que pode causar escoliose secundária.
  • Outras causas: Má postura, peso de bolsas ou mochilas, desarranjo do tecido conjuntivo e alguns tipos de ferimentos. Em adultos ela pode ser resultado de genética, desgaste, posição pélvica irregular, cirurgias anteriores de coluna ou articulações, distorções do joelho ou do pé ou até mesmo ferimentos na cabeça.

Os fatores de risco envolvem:

  • Idade:A escoliose geralmente apresenta os primeiros sintomas durante o processo de crescimento, que comumente acontece antes da puberdade.
  • Gênero: Mulheres têm uma maior predisposição para desenvolver o problema.
  • Histórico familiar: Pessoas com familiares próximo diagnosticados com escoliose podem desenvolver a condição.

Principais sintomas

Em geral, os sintomas mais comuns são:

  • Presença de dor nas costas. Estatísticas mostram que aproximadamente 90% dos pacientes se queixam de dores nas costas;
  • Ter todo o corpo inclinado para um lado;
  • Apresentar um ombro mais alto do que o outro;
  • Ter um dos lados do quadril mais elevado do que o outro;
  • Cintura irregular;
  • A cabeça não está centralizada acima dos ombros;
  • Coluna em um formato de “S” ou “C”;
  • Sensações de formigamento ou dormência aguda nos membros ou dedos;
  • Não conseguir manter o equilíbrio;
  • Envelhecimento precoce dos discos da coluna vertebral;
  • Pulmão menor do que o de costume.

Diagnóstico

O diagnostico da escoliose costuma ser feito através de exames. Inicia-se por uma avaliação física e, se necessário, exames de imagem são solicitados para confirmar a hipótese do médico.

– Exame físico

Ele costuma ser feito no próprio consultório, durante a consulta. O médico observará as costas, pedindo para que o paciente mantenha os braços ao lado do corpo. Nesta posição, é possível verificar a curvatura da coluna e a simetria dos ombros, cintura e quadril. Na sequência, será solicitado que o paciente se incline para frente, pois dessa forma será possível analisar se há qualquer curvatura na parte superior e inferior das costas. Além disso, um equipamento chamado inclinômetro, ou escoliômetro, poderá ser usado para medir o grau de escoliose.

– Exames de imagem

Os exames de imagem ajudarão a confirmar o que foi observado no consultório, além de trazer “fotografias” mais precisas para avaliar a forma, direção, localização e ângulo da curva. Exames como o raio-x, ressonância magnética, tomografia computadorizada e varredura óssea estão entre os mais solicitados.

Tratamentos

O gerenciamento da escoliose é fundamental para ter qualidade de vida. Após o diagnóstico, o médico decidirá qual o melhor tratamento e para isso ele levará em consideração a idade, pois se o paciente for uma criança ou adolescente, é provável que continue crescendo. O profissional também avaliará o tipo de curvatura e de escoliose e a partir daí uma diretriz de tratamento será estabelecida, e as principais opções incluem:

– Órtese

Órtese é um “aparelho” externo usado para imobilizar ou suportar os movimentos da coluna vertebral. Ele é recomendado para pessoas que ainda estão no processo de crescimento e apresentam uma curvatura de mais de 25 ou 30 graus, 20 a 29 graus, mas piorando ou que ainda tenham mais dois anos de crescimento pela frente.

O aparelho deve ser usado 24 horas por dia para obter os resultados esperados. A única exceção são as crianças que podem remover para participar de atividades físicas e esportivas. A recomendação é usar até que não estejam mais crescendo.

Existem dois principais tipos, um feito de plástico e ajustado no corpo, como uma cinta. Esse é usado para tratar curvas da coluna inferior e se encaixa ao redor da parte inferior do corpo. Já o outro começa no pescoço e cobre todo o tronco, com exceção das pernas e braços, e é recomendado quando a outra versão de órtese não resolve.

É importante frisar que eles não resolvem o problema, mas ajudam a não agravar.

– Cirurgia

Casos cirúrgicos são recomendados para pessoas que apresentam uma curvatura espinhal maior que 45 ou 50 graus, ou para aqueles que o problema impede a realização das atividades diárias.

A cirurgia de escoliose padrão é chamada de fusão espinhal e o procedimento envolve fundir as vértebras, usando recursos como o enxerto ósseo, hastes e parafusos.

Para o enxerto ósseo é usado um osso ou um material semelhante. As hastes são inseridas para manter a coluna em uma posição reta e os parafusos servem para fixar elas no lugar. Pode acontecer do enxerto se fundir com as vertebras, formando um único osso.

– Exercícios

A escoliose, principalmente a leve, pode ser gerenciada com exercícios, pois eles ajudam a fortalecer e realinhar a postura, e desta forma você evitará a curvatura de um lado. No entanto, é importante ressaltar que um médico deve ser consultado.

Benefícios dos exercícios para a escoliose

  • Ajudam a reduzir a curvatura da coluna vertebral;
  • Melhoram a coordenação cerebral e muscular;
  • Estabilizam, diminuem ou em alguns casos interrompem o avanço;
  • Podem reduzir a necessidade de cirurgia ou um possível tratamento invasivo.

Confira abaixo algumas sugestões de exercícios que podem ser eficazes e precisam de poucos recursos para realizar.

Sugestão 1 – Pilates

  • Recursos necessários: Colchonete e uma bola pequena.
  • Informações: Esse exercício pode ser feito deitado, em pé ou apoiado em uma parede. Ele tem o objetivo de ajudar a construir força e postura para aumentar a resistência, tendo como alvo os isquiotibiais, glúteos, laterais e parte inferior das costas.
  • Como fazer: Deite-se de costas e dobre os joelhos. Procure ficar em uma posição que garanta que as costas estejam arqueadas e em seguida pegue uma bola pequena e coloque entre os joelhos. Deixe as mãos do lado do corpo e suavemente empurre o quadril para cima, levantando o corpo. Fique na posição por 3 segundos e delicadamente abaixe o quadril e expire. Faça 10 repetições. 

Sugestão 2 – Levantamento de tríceps

  • Recursos necessários: Bola de ginástica e pesos.
  • Informações: Sua finalidade é trabalhar o tríceps, laterais e parte inferior das costas. Nesse exercício, é fundamental manter uma respiração correta, então procure inspirar quando flexionar o cotovelo e expirar quando voltar ao movimento inicial.
  • Como fazer: Para realizar o exercício, você deverá se sentar em uma bola de ginástica e manter as pernas afastadas, de modo que os joelhos fiquem alinhados com os ombros. Com a mão direita pegue o peso e levante acima da cabeça, na sequência apoie sua mão direita com a esquerda. Dobre o cotovelo direito e empurre o antebraço direito para baixo e puxe para cima. Repita por 10 vezes e troque de mão.

Sugestão 3 – Rolagem de quadril e ponte

  • Recursos necessários: Colchonete.
  • Informações: O exercício tem a capacidade de trabalhar a parte inferior, meio e parte superior das costas, além dos isquiotibiais, quadríceps e glúteos. A vantagem é que durante o exercício obrigatoriamente você inclinará a área da pélvis, elevando as vértebras para formar um círculo completo e, isso possibilita que o quadril se mova.
  • Como fazer: Deite-se de costas e abra os braços com as palmas das mãos voltadas para baixo. Dobre os joelhos e em seguida dobre as pernas, de modo que os joelhos fiquem próximos do abdômen. Quando estiver na posição certa, “role” os joelhos e a região da pelve para a esquerda e para a direita. Faça o movimento por 20 vezes, mas pare, se sentir uma dor aguda.

 Sugestão 4 – Prancha

  • Recursos necessários: Colchonete.
  • Informações: A prancha ajuda a fortalecer o abdômen, ombros, bíceps, parte superior e inferior das costas, quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas.
  • Como fazer: Para realizar o exercício você deve se deitar de frente para o chão, mantenha os braços ao lado do corpo e dobre os cotovelos de modo que o antebraço fique no chão com as mãos em direção ao rosto. Então, eleve o corpo, ficando na ponta dos pés, sem dobrar os joelhos. Comprima o abdômen e mantenha a posição por 5 segundos. Descanse e respire. Faça 10 sequências.

 Sugestão 5 – Exercício para liberar a coluna

  • Recursos necessários: Colchonete.
  • Informações: Esse exercício é recomendado para corrigir a postura e a curvatura da coluna vertebral. Seu alvo é a parte superior e inferior das costas, glúteos e isquiotibiais.
  • Como fazer: Deite-se de lado e relaxe os joelhos, mas procure manter as pernas alinhadas com a panturrilha. Na sequência eleve os braços para o lado. Delicadamente vire o pescoço, os braços e a parte superior do tronco para o lado oposto ao chão e fique na posição por 5 segundos. Repita isso por 10 vezes e, faça do outro lado.

 Sugestão 6 – Pose de gato

  • Recursos necessários: Colchonete.
  • Informações: Essa é uma posição de yoga e trata-se de um exercício ótimo para fortalecer e relaxar a coluna, pois o alvo é a parte superior e inferior das costas e glúteos.
  • Como fazer: Imite a posição de um gato, apoiando o corpo nas palmas das mãos e nos joelho. Quando estiver na posição empurre a parte inferior das costas para baixo e olhe para o teto. Nesse momento você deve perceber que a região lombar está alongando. Na sequência faça um movimento para trazer o abdômen para dentro, formando um recuo e olhe para o umbigo. Repita por 20 vezes. 

Sugestão 7 – Pose da árvore

  • Recursos necessários: Nenhum.
  • Informações: Esse é mais um exercício de yoga e tem a finalidade de ajudar a melhorar o equilíbrio através do fortalecimento da parte inferior das costas, adutores, bíceps, tríceps e quadril.
  • Como fazer: Fique em pé e afaste os pés até que eles estejam alinhados com os ombros. Apoie o corpo somente no pé direito e flexione o joelho esquerdo até o mais próximo possível do abdômen e segure com as palmas das mãos. Na sequência coloque o pé esquerdo na parte interna da coxa direita e solte. Junte as palmas das mãos e eleve para cima. Você formará uma espécie de “4” com as pernas e, suas mãos estarão no alto da cabeça. Mantenha a “pose” por 30 segundos, mas se conseguir fique até completar um minuto. Faça 5 repetições e troque de lado, seguindo o mesmo procedimento com a outra perna.

Muitos outros exercícios existem para ajudar a tratar escoliose, alguns precisam de recursos específicos ou de ajuda de outra pessoa, mas procure iniciar com a orientação de um profissional, para que você faça da forma correta, pois eles são capazes de desenvolver a força e corrigir a postura, o que alivia os sintomas.

Além dos exercícios, alguns esportes também podem ser praticados, como por exemplo, o futebol, a natação, o ciclismo e treinamentos de força.

Conclusão

A escoliose é uma condição que costuma aparecer na infância, provocando sintomas desconfortáveis e às vezes até limitantes. Buscar formas de gerenciar é importante, considerando que existem inúmeras maneiras disponíveis que ajudam a manter a qualidade de vida, permitindo manter uma rotina normal.

No entanto, lembre-se de buscar ajuda. Só um profissional especializado será capaz de fazer um diagnóstico preciso e recomendar o melhor tratamento.

Referências adicionais:

  • https://www.catalog.niams.nih.gov/detail.cfm?pubid=3208
  • https://www.aans.org/en/Patients/Neurosurgical-Conditions-and-Treatments/Scoliosis
  • https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/scoliosis/symptoms-causes/syc-20350716
  • https://www.niams.nih.gov/health-topics/scoliosis
  • https://www.sauk.org.uk/types-of-scoliosis/types-of-scoliosis

Você já sofreu com a escoliose? Que sintomas foram mais sentidos? Que tipos de exercícios e tratamento o seu médico recomendou fazer? Comente abaixo!

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