Antidepressivos e Álcool: Efeitos e Riscos

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Dica: Antidepressivos e Álcool: Efeitos e Riscos

Quando recebemos a prescrição do uso de algum tipo de medicamento por parte do médico, precisamos prestar atenção em todas as indicações de cuidados passadas pelos profissionais e nos preocuparmos com diversos aspectos como efeitos colaterais, contraindicações e interações com outros remédios.

Isso porque todos esses fatores indicam se e como o remédio em questão pode afetar e, inclusive, prejudicar o nosso organismo.

E um dos grupos de medicamentos que não pode deixar de receber essa atenção são os antidepressivos, tendo em vista que eles podem apresentar uma lista um tanto quanto expressiva de efeitos colaterais.

O perigo de usar antidepressivos e álcool

Para quem tem o costume de consumir bebidas alcoólicas é importante saber se e como elas podem interagir com essa classe de medicamentos.

De acordo com informações da Mayo Clinic, organização da área de serviços médicos e de pesquisas médico-hospitalares dos Estados Unidos, antidepressivos e álcool não combinam porque o uso simultâneo dos dois pode piorar os sintomas da condição.

A organização explica que a ingestão de bebidas alcoólicas pode neutralizar os benefícios dos medicamentos antidepressivos, fazendo com que os sintomas sejam mais difíceis de serem tratados. Conforme artigo do The New York Times, o álcool em si já é classificado como uma substância depressora.

A Mayo Clinic alerta ainda que, por mais que o álcool aparente melhorar o humor em curto prazo, de maneira geral o que ele faz é aumentar os sintomas da ansiedade e da depressão.

Interação também provoca reações prejudicais

Conforme informações da Mayo Clinic, a interação entre antidepressivos e álcool pode prejudicar o julgamento, a coordenação, as habilidades motoras e o tempo de reação de uma maneira mais expressiva que as bebidas alcoólicas já atrapalham por si só.

Como explica a organização, isso pode prejudicar a habilidade de dirigir e de executar outras atividades que requerem foco e atenção.

Além disso, a Mayo Clinic alerta que existem alguns antidepressivos que causam sedação e sonolência, assim como o álcool – portanto, a combinação dos dois pode fazer com que o efeito seja intensificado e a pessoa fique bastante sonolenta.

Bebidas alcoólicas e antidepressivos inibidores da monoamina oxidase

Outro ponto para o qual a Mayo Clinic chama a atenção é que misturar determinados tipos bebidas alcoólicas e, inclusive, alguns alimentos com os antidepressivos inibidores da monamina oxidase pode resultar em picos (elevações) perigosos na pressão arterial.

A recomendação da organização ao receber a indicação do médico para usar um antidepressivo inibidor da monoamina oxidase é questioná-lo a respeito das comidas e bebidas que não deve consumir enquanto estiver tomando o medicamento.

Bebidas alcoólicas e o antidepressivo Wellbutrin

O autor do artigo do The New York Times, Steven Petrow, conta que o professor de psiquiatria clínica, Richard Friedman, que também é diretor de uma clínica de psicofarmacologia, o alertou contra o uso de um antidepressivo chamado Wellbutrin.

Segundo o professor, algumas pessoas escolhem esse medicamento porque ele praticamente não provoca efeitos colaterais relacionados à área sexual. No entanto, Richard alertou Petrow que, quando o remédio é combinado com as bebidas alcoólicas, ele causa o aumento das chances de ocorrer uma convulsão.

Bebidas alcoólicas e antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina

Conforme informações do National Healh Service (Serviço Nacional de Saúde, tradução livre, sigla em inglês) do Reino Unido, os fabricantes deste tipo de antidepressivo costumam recomendar que ele não seja tomado juntamente com o álcool por poder fazer com que o paciente sinta-se sonolento.

Bebidas alcoólicas e a mirtazapina

Ainda de acordo com o NHS, o uso simultâneo de um antidepressivo chamado mirtazapina e de bebidas alcoólicas não deve acontecer porque a combinação é outra que pode fazer com que o paciente fique bastante sonolento.

Antidepressivos e álcool ao lado de outros medicamentos

A Mayo Clinic esclarece que tomar bebidas alcoólicas ao mesmo tempo em que faz uso de antidepressivos e de outros remédios como medicamentos antiansiedade, para dormir e prescritos para a dor pode provocar o agravamento dos efeitos colaterais.

Aproveitamos a deixa para ressaltar que ao receber a indicação por parte do médico de utilizar um antidepressivo é fundamental informar ao profissional a respeito de qualquer outro tipo de medicamento que esteja usando para que ele determine se existem riscos de interações entre as suas substâncias.

Será que existe uma um limite seguro de álcool para quem toma antidepressivos?

O artigo do New York Times conta que, de acordo com o professor de psiquiatria clínica, Richard Friedman, não há bons estudos a respeito da existência de uma quantidade segura de álcool que pode ser ingerida durante o tratamento com antidepressivos.

Isso serve como mais um motivo para que os pacientes que usam essa classe de remédios mantenham-se afastados da interação entre antidepressivos e álcool durante o seu tratamento.

Recomendações

A Mayo Clinic explica que o paciente não deve deixar de tomar o seu antidepressivo somente porque deseja consumir bebidas alcoólicas e esclarece que a maioria desses medicamentos precisa ser tomada diariamente para trabalhar da maneira esperada dentro do organismo.

Outro alerta deixado pela organização é que interromper e reiniciar o uso do antidepressivo pode fazer com que o quadro de depressão seja agravado. O NHS completa que a interrupção repentina da utilização do remédio também pode causar efeitos de retirada como sintomas similares ao de uma gripe, convulsões e sensações parecidas com o de um choque elétrico no corpo.

Além disso, a organização ressalta que para os pacientes que são alcoólatras, costumam abusar do álcool ou apresentam dificuldade para controlar a sua ingestão de bebidas alcoólicas, é fundamental informar ao médico a respeito do problema antes de começar a tomar o antidepressivo.

Como explica a Mayo Clinic, em casos assim, é melhor não correr riscos e fazer antes um tratamento para lidar com a dependência e, só depois que isso tiver sido superado, dar início ao uso dos antidepressivos.

De acordo com o que o professor de psiquiatria clínica Richard Friedman disse ao The New York Times, pessoas que sofrem com a depressão possuem um risco duas vezes maior de ter problemas com abuso e dependência do álcool do que os indivíduos que não sofrem com a condição.

Já se a depressão vier acompanhada de uma condição psiquiátrica como o transtorno bipolar, Friedman informa que o risco de haver um distúrbio no uso das bebidas alcoólicas é de seis a sete vezes mais elevado.

Em suma, ao receber por parte do médico a prescrição de utilizar um antidepressivo, converse com ele a respeito de todas as dúvidas que tiver. Pergunte quais são os efeitos colaterais mais prováveis, conte sobre qualquer condição ou remédio que use para saber se não há alguma contraindicação e questione a respeito de o que você não pode comer ou beber enquanto estiver usando o medicamento.

E não se esqueça de ler a bula do antidepressivo antes de usá-lo. Se surgirem mais dúvidas, recorra novamente ao seu médico.

 

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Observação Importante: Uma nova dieta só deve ser seguida sob supervisão de um especialista Nutricional ou Médico. O Cuidado deve ser redobrado em caso de doenças crônicas.

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